sábado, 21 setembro 2013 23:00

"O Rico que se fez Pobre"

Escrito por  Pe Henrique

 

O Rico que se fez PobreUma das áreas importantes da Bíblia é a justiça. O Senhor Deus é apresentado como o Justo. Quem confia Nele esforça-se por estar em sintonia com a Sua justiça. Uma maneira de fazer isto é viver em harmonia e solidariedade com os outros. Não há nada mais ofensivo para o Senhor do que ver os seus seguidores longe da lei e da justiça e a favor da fraqueza dos humildes e dos pobres. Daí a denúncia do profeta Amós face às práticas daqueles que distorcem a balança a seu favor, esmagando aqueles que estão desamparados e comprando os pobres por um pouco de dinheiro. Estas práticas atacam o Senhor Justo! Deus não é indiferente ao que acontece no céu e na terra. Ele não aceita a opressão dos fracos e o desprezo para com os pobres. Por isso, o nome Dele é, o Deus justo, porque se envolve e "levanta o pobre do pó", "retira" o pobre das cinzas. É justo que a Deus cantem incansavelmente os crentes nos Salmos: "Bendito seja o nome do Senhor, agora e para sempre!"
Um ponto de fé importante é aquele que Paulo compartilha connosco. "Deus, nosso Salvador, quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade". Ele mostra que Deus quer a salvação de todos: "Há um só mediador entre Deus e os homens: um homem, Cristo Jesus, que se deu em resgate por todos os homens". Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho único. Os cristãos devem estar dispostos a levar a luz da fé a todos, em todos os lugares e em todos os momentos, intercedendo por todos a Deus.
No Evangelho, o discípulo se compromete inteiramente confiando no Senhor, sem hesitação, sem contrariedades. No reino de Deus, o dinheiro não lugar. É inútil tornar-se seu escravo e servi-lo como se fosse uma divindade. O dinheiro não tem nada de divino. A parábola condena a ilusão de que o dinheiro pode ser igual a Deus. Deus dá apenas e exclusivamente a sua salvação. Hoje, também continua a haver o grito dos sem voz, dos fracos, dos sem dinheiro, dos desamparados. Através da educação e da vida de seu Filho, Deus nos faz descobrir que o "dinheiro é enganador". Mas não esquecemos que "Jesus Cristo que era rico, fez-se pobre para nos enriquecer com a Sua pobreza".

VATICANO:
Papa promete reflexão sobre casamento e segundas uniões
In Agencia Ecclesia

Papa promete reflexão sobre casamento e segundas uniõesCidade do Vaticano, 17 set 2013 – O Papa Francisco disse esta segunda-feira que a Igreja Católica vai promover uma reflexão sobre a questão da nulidade dos matrimónios e as segundas uniões, que considerou um "problema grave". "O problema não pode ser reduzido à questão de comungar ou não, porque quem coloca o problema somente nestes termos não entende qual é o verdadeiro problema", disse, num encontro com o clero de Roma que decorreu na Basílica de São João de Latrão, a catedral da capital italiana. Segundo o Papa, este é "um problema grave de responsabilidade da Igreja, em relação às famílias que vivem esta situação". Francisco adiantou que o tema vai estar em debate entre 1 e 3 de outubro na primeira reunião com os membros da comissão de oito cardeais representantes dos cinco continentes que nomeou para o aconselharem no governo da Igreja e também para estudarem o documento que regulamenta a Cúria Romana. O Papa disse ainda que o tema do casamento será tratado também no próximo Sínodo dos Bispos, por ser uma "periferia existencial", no contexto da "relação antropológica" do Evangelho com a pessoa e a família. A questão já tinha sido abordada por Francisco no final da viagem ao Brasil (28 de julho), durante um encontro com jornalistas, no voo de regresso a Roma, ao ser questionado sobre o acesso aos sacramentos para os divorciados que voltaram a casar: "Eu acho que é necessário estudar isso na totalidade da pastoral do matrimónio. E por isso é um problema". A intervenção de segunda-feira, divulgada pela Rádio Vaticano, deixou um tom de

otimismo em relação ao futuro: "Ouso dizer que a Igreja nunca esteve tão bem como hoje. A Igreja não cai: estou certo disso, estou certo". (...)"Nós, bispos, devemos estar próximos dos sacerdotes, devemos ser caridosos com o próximo e os mais próximos são os sacerdotes", prosseguiu. O Papa respondeu depois a algumas perguntas dos presentes, começando por afirmar que no serviço pastoral não se deve "confundir a criatividade com fazer alguma coisa nova". A criatividade, precisou, passa por procurar "o caminho para que o Evangelho seja anunciado" não apenas "mudar as coisas". Esses caminhos, exemplificou Francisco, podem passar por uma "missão no bairro" promovida pelos leigos ou por dinamizar momentos de acolhimento "cordial": "Que aquele que vem à Igreja se sinta como em sua casa, se sinta bem. Que não se sinta explorado". A intervenção contrapôs os "sacerdotes misericordiosos" aos padres rigorosos e negligentes, pedindo que os membros do clero saibam "voltar à recordação do primeiro amor", de Jesus, porque uma Igreja sem memória "não tem vida"."A verdade de Deus é esta verdade, digamos assim, dogmática, para dizer uma palavra, ou moral, mas acompanhada do amor e da paciência de Deus, sempre assim", acrescentou. O Papa voltou a defender que a "santidade quotidiana" é maior do que "certos escândalos" no seio da Igreja, numa intervenção marcada pelos aplausos dos presentes.